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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Parece que fazer bem as coisas... é mau.



No outro dia fiz uma viagem, essencialmente em autoestrada, em que eu levei o meu carro, e vinha uma amiga minha para o mesmo local, no seu carro (teve mesmo que ser).

Ora ela, não sei se por ideologia ou não, não é grande fã da faixa da direita, especialmente quando há mais do que 2 faixas... Facto extensível a imensa gente, mas que me irrita profundamente, por deturpar o objectivo para que existem várias faixas de rodagem, atrapalhando de uma forma geral, todos os que usam a autoestrada.

Quando chegámos ao destino chamei-lhe a atenção pelo seu gosto da faixa do "meio", e ela não só não concorda com a minha observação, como ainda me critica por voltar à faixa da direita sempre que acabo de ultrapassar um veículo ou um conjunto de veículos, dizendo qualquer coisa do estilo "andavas sempre para a esquerda e para a direita!!" Ora eu fiquei estarrecido...

Consegui conter a minha ira, e respondi-lhe educadamente (não consegui evitar o tom de voz mais "esclarecido" ) que o código da estrada diz claramente que ó obrigatória a utilização da faixa mais à direita (com excepção a manobras de ultrapassagem, divergência de destinos de tráfego e zonas com tráfego muito intenso). E não disse mas devia ter dito, que a atitude dela não só prejudica o a fluidez de tráfego, como é perigosa, porque obriga a múltiplas mudanças de faixa a quem a pretender ultrapassar, ou no caso dos ainda mais impacientes (e irresponsáveis), a ultrapassar pela direita.

Mas de facto fico pasmado com as asneiras que se fazem por aí com a convicção de serem óptimos condutores!! E ainda criticam as pessoas que fazem bem as coisas!!! Como é que é possível???

Custa assim tanto usar piscas, mudar de faixas convenientemente??? Afinal de contas não é preciso levantar o cuzinho do banquinho, tudo o que é preciso está ao alcance das mãos... (ou devia...)
sinto-me:
publicado por esquisito às 23:26

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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Lixa e rebarbadora (2ª parte)

rebarbadora
Como a Jonas já tinha dito neste blog, e como disse novamente no blog dos blogs, o pessoal dos blogs do Sapo anda a preparar alterações substanciais na plataforma, e portanto agora é uma boa altura para sugerir alterações.

Então, agora passados uns dias de utilização, é altura de actualizar a avaliação que fiz aqui aos blogs do Sapo. Se eu me repetir em relação à primeira avaliação é porque é importante, ou porque não me apetece ir ler o que escrevi... ;-)

Como já me tinha apercebido quando criei o blog e andei a explorar as várias opções, personalizar o blog não é difícil, mas tira anos de vida... São listas e listas, e procurar as coisas que queremos lá no meio é... frustrante. Então aquilo de ordenar componentes... cada vez que quero meter uma coisa lá no meio, dá uma trabalheira...

  • Em relação às larguras totais do blog, e das várias colunas... Para evitar chatices com margens, e outras desnecessárias, deveríamos definir apenas a largura total do blog, e no mesmo local definir a relação entre colunas (em percentagem). Ao lado poderia existir uma miniatura de template ou esquema das colunas a fazer preview.
  • Também seria óptimo que, como opção, o blog mudasse a largura dependendo do espaço que cada um tem no seu ecrã/browser. Estou a imaginar isto, variando a largura da coluna central, que na maioria das configurações não causaria problemas (embora como digo, devesse ser opção), e na barra de cabeçalho haveria uma cor de fundo em relação à imagem, que esticaria para simular (se quiséssemos) uma imagem de cabeçalho maior.
  • Componentes ilimitados, e criados quando é preciso, dispenso a lista enorme de caixas vazias... Os componentes devem ter nomes personalizáveis, evitando os nomes "componente x" por aí fora... A ordenação dos componentes deveria ser feita por drag 'n drop como no blogger.
  • São precisas subdivisões das subdivisões, ou drop lists, ou qualquer outro método similar na personalização intermédia para evitar as tais listas compridas de coisas, com informação a mais, o que dificulta encontrar o que queremos, e permite que nos escape uma opção sem nos apercebermos.
  • Lista de links: devia ser possível criar mais do que uma, e devia possibilitar associar uma imagem ao link, para evitar que tenhamos de usar um componente com html para fazer isso.
  • Como já tinha dito antes, era bom que o RSS do Sapo (dos posts e comentários) funcionasse bem com o Firefox, apesar de como a Jonas explicou, não é exactamente um bug do Sapo.
Pra já é isto que tenho a dizer/sugerir. Se entretanto me lembrar de mais alguma coisa, vou acrescentando neste post.
sinto-me: útil
publicado por esquisito às 11:51

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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Nuno Prata - Hoje Quem?

Hoje Quem?

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publicado por esquisito às 19:53

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Aproveitar o tempo

Em resposta ao comentário do Emanuel feito aqui, faço aqui serviço público, ao mostrar como bem aproveitar o tempo, quando nos estão a tentar vender qualquer coisa pelo telefone. Descobri no blog da Jonasnuts, entretanto estive a ver mais alguns no Youtube...

Aqui fica o melhor que vi até agora:


publicado por esquisito às 19:02

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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Call Centers

telefone

Diálogo entre mim (Eu) e uma pessoa de um Call Center (Ela):

(...)
Ela: O senhor está familiarizado com o serviço de backup de dados do seu telemóvel disponibilizado pela TMN?
Eu: Sim, estou.
Ela: O senhor conhece o serviço...
Eu: Sim, conheço.
Ela: Sabe que é possível fazer o backup de todos os dados do seu telemóvel...
Eu interrompi: Sim, eu sei exactamente o que é o serviço.
Ela: Bom, a TMN está a fazer uma campanha promocional deste serviço, e oferece os primeiros 2 meses gratuitamente...
Eu interrompi: Ok, mas eu não estou interessado, eu uso outra forma de fazer backup.
Ela, um pouco confusa: Mas o senhor usa outro serviço...
Eu: Eu faço backup para o computador.
Ela: Ah... Mas o senhor não quer experimentar este serviço, completamente grátis?
Eu: Só é grátis no início...
Ela: Pois, mas é grátis! Olhe, nós vamos mandar-lhe uma mensagem <aqui disse qualquer coisa que eu não percebi> e depois o senhor pode cancelar...
Eu interrompi: Eu não quero que me mandem nada!
Ela: Ah, mas é para o senhor experimentar...
Eu interrompi, colocando a voz num tom um pouco mais grave e forte:  OUÇA!! Para que é que eu quero esse serviço, se posso fazer o mesmo, sem pagar nada, para sempre??
Ela: Pois... <pausa> Então queria desejar-lhe em nome da TMN um resto de bom dia...(...)
Eu: Bom dia.

Há um amigo meu que diz em relação a quase todos os aparelhos e software que são fáceis de utilizar, tenho é que pensar como um americano. Segundo ele, todos os aparelhos, manuais, e software são desenhados para americanos (leia-se: burros) e portanto são básicos, temos é que pensar como eles...

Isto faz-me rir e concordar, embora como é lógico eu saiba que isto é uma caricatura, e como qualquer boa caricatura, tem a realidade, e tem o exagero... Agora, isto dos call centers e tele-marketing chateia-me. Não gosto que me tratem como se fosse burro. Primeiro porque não sou, segundo porque eles não têm o direito de assumir que sou. E irrita-me que a muitas coisas sejam feitas a pensar apenas em pessoas burras, ou ignorantes.

É perfeitamente possível num call center por exemplo, desenvolver um procedimento que logo de início afira as características da pessoa com quem estão a falar, e adeque o diálogo a essas características... Caramba, não é física quântica...

P.S.: Se precisam de ajuda, eu "ofereço" os meus serviços... ;-)
sinto-me: farto de call centers
publicado por esquisito às 14:32

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Sábado, 14 de Julho de 2007

Some things don't need titles...

sinto-me: a precisar de férias...
publicado por esquisito às 15:45

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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Flexisegurança vs. Inflexiburocracia

Burocracia - Imagem

Podia escrever muita coisa, mas pra já vou só deixar um exemplo passado por cá (não posso confirmar, mas parece-me muito verosímil)...

A troca de correspondência entre um cliente e o seu banco que insiste em tratá-lo por engenheiro (é longo mas vale a pena):


"(...)Na profissão, os senhores indicam-me como engenheiro civil. De facto, já tive muitas profissões, desde consultor a docente do ensino superior, tradutor e até escritor. Mas nunca tive o privilégio de trabalhar como engenheiro civil, até porque a minha licenciatura em engenharia física não mo permitiria. Como tal, agradeço-lhes que retirem esse dado da profissão, por não ser correcto nem relevante.

Com os meus cumprimentos,
José Luís Mxxxxxxxx"
______________________________________

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Lxxx,
(...)
No que respeita à sua actividade profissional, e por forma a procedermos à alteração da mesma será deste modo necessário que nos remeta uma cópia certificada ou original em papel timbrado de uma Declaração da Entidade Patronal, ou cópia certificada do Cartão Profissional, frente e verso, ou recibo de vencimento, desde que conste profissão, entidade patronal, situação contratual e data de admissão, documentação que poderá remeter via correio para a Remessa Livre n.º 25009, 1144- 960 Lisboa, não sendo necessário selo, ou em alternativa poderá apresentar os originais junto do Balcão. Relativamente à certificação, a mesma poderá ser solicitada junto da Junta de Freguesia, dos CTT, do Notário ou Advogado.
(...)
Encontramo-nos à sua disposição para prestar os esclarecimentos necessários.

Com os melhores cumprimentos,

Montepio,
Direcção de Marketing e Novos Canais"
______________________________________

" Em resposta à vossa mensagem, tenho-lhes a dizer, com toda a sinceridade, não é da vossa conta a profissão que eu exerço ou deixo de exercer. Agora, o que não podem, de forma nenhuma, é atribuir-me uma profissão aleatória que eu nunca exerci, como é a de engenheiro civil. Portanto, agradeço que retirem qualquer menção à minha profissão dos vossos dados pessoais a meu respeito, ao abrigo do direito de rectificação que me assiste, de acordo com a legislação em vigor de protecção de dados pessoais informatizados. "
______________________________________

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Lxxx,

Agradecemos, desde já, o seu contacto.

No seguimento da sua mensagem, e de acordo com a informação facultada na mensagem envida anteriormente, indicamos que por forma a procedermos à alteração da sua Actividade Profissional, será necessário que nos remeta a documentação solicitada, ou apresente a mesma junto de um Balcão, estando este procedimento de acordo com o Aviso 11/05 do Banco de Portugal.
A Caixa Económica Montepio Geral, no âmbito dos princípios que presidiram à redacção desse Aviso, tem vindo progressivamente a promover a actualização dos Dados Pessoais dos Clientes, sempre que as circunstâncias se enquadrem no espírito do referido Aviso.
Por este motivo, e lamentando qualquer incómodo causado, existe a necessidade de proceder à actualização dos seus Dados Pessoais, mediante apresentação de um documento comprovativo da sua Actividade Profissional. Em virtude de verificarmos que existem outros dados por actualizar, solicitamos também que nos remeta copia certificada do seu Bilhete de Identidade e Cartão de Contribuinte, ou apresente os mesmos num Balcão, para que se obtenham cópias e se proceda à actualização.
(...)
Encontramo-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessários,

Com os melhores cumprimentos,

Montepio,Direcção de Marketing e Novos Canais"
______________________________________

"Meus caros senhores,

Eu não vou enviar a documentação que me pedem, pois insisto que a profissão que exerço não lhes diz respeito. Faço então o inverso do ónus da prova. Mostrem-me os senhores os documentos em que se basearam para dizer que eu sou engenheiro civil. Quem sabe, de posse deles, até me possa candidatar a primeiro-ministro. Se os senhores me garantem que só efectuam essas alterações de posse de documentos oficiais, então com certeza que tiveram acesso a um certificado de habilitações que os informou de que eu sou engenheiro civil (espero que não sejam da Universidade Independente). Pois, peço-lhes então que me enviem a mim uma cópia desses documentos, pois dava-me um jeitão acrescentar às minhas habilitações as de Engenheiro Civil, que não sou nem nunca fui. Mas, se realmente os senhores têm documentos que o provam, é porque deve ser verdade e eu começo a perceber como é que a situação de engenheiro civil é, neste país, uma situação muito transitória.
As vossas reservas tinham toda a razão de ser, se eu lhes tivesse a exigir que me atribuíssem habilitações que eu não tenho. Mas a situação é perfeitamente inversa. Estão a atribuir-me um curso que eu não tenho e uma profissão que eu não exerço. Não posso demonstrar que não sou engenheiro civil porque não existe certificado de habilitação de não-engenheiro civil.
Por isso, repito o direito que me assiste de corrigir dados pessoais informatizados que estão errados. E exijo que retirem a profissão de engenheiro civil.

Com os meus cumprimentos,

José Luís M"
______________________________________

"Estimado Cliente, Sr. José xxx,

Agradecemos o seu contacto o qual mereceu a nossa especial atenção.

Em resposta à sua mensagem, informamos que no momento em que procedeu Abertura da conta de depósitos à ordem o registo das Habilitações Literárias, não eram efectuadas de acordo com o Aviso 11/2005 de 13 de Julho do Banco de Portugal, o qual é transversal a todas as Instituições e que obriga nomeadamente aquando da actualização de dados pessoais, apresentação de comprovativo, bem como na emissão de Meios de Pagamento que os respectivos dados pessoais e profissionais encontrem-se devidamente actualizados.
Autrora [sic], as Habilitações Literárias eram inseridas de acordo com o indicado pelo cliente, podendo, por ventura ocorrer um erro na inserção da informação, não obstante, à presente data, para que possamos actualizar este elemento, será necessário, apresentação do Certificado de Habilitações, junto de um balcão ou envio de cópia certificada para a morada Remessa Livre 25009,1144-960 Lisboa.
Salvaguardando, desta forma, que no futuro possam estar associados bloqueios que comprometam a realização de operações através dos canais á distancia, nomeadamente do serviço Montepio24, ou junto das Caixas Automáticas.
Aguardamos a actualização deste elemento bem como dos solicitados na mensagem anterior, encontrando-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessários.

Com os melhores cumprimentos,

Montepio Direcção de Marketing e Novos Canais"
______________________________________

"Ou seja, segundo me estão a dizer, os senhores enganaram-se a pôr os dados, pois eu nunca disse que era engenheiro civil. Não tinha motivos para o fazer, pois nunca o fui e não estava a candidatar-me a um emprego como engenheiro civil na vossa empresa quando aí abri uma conta.
Ora, porque os senhores se enganaram, agora exigem-me um certificado de habilitações que certifique um grau que eu não tenho. Certo? Ou seja, vou à secretaria de uma faculdade de engenharia (penso que já não posso ir à Independente, porque parece que vai fechar) e peço-lhes que me passem um certificado de habilitações em como não sou engenheiro civil. Estou certo que devem ter lá um modelo para isso: Certificado de Habilitações de Não-Engenheiro Civil. Depois, mando-lhes uma cópia e já posso provar ao mundo que não sou engenheiro civil. Portanto, devo concluir que, de acordo com o vosso entendimento, qualquer cidadão que abra conta no vosso banco é engenheiro civil até prova em contrário...
Disse alguma coisa de errado até agora?
Não lhes passa pela cabeça que é um pouco kafkiano pedir a um cliente que rectifique os vossos erros informáticos apresentando um certificado de não habilitações que ateste que ele não é licenciado em engenharia civil?
Fico a aguardar o prazer de mais uma das vossas respostas, pois é um ponto alto do meu dia verificar até que ponto pode ir a rigidez burocrática de uma instituição. Peço-lhes ainda que não levem a mal eu estar a compilar esta nossa interessante troca de mensagens num texto humorístico que espero vir a publicar, tal é o despropósito de toda esta situação.

Com os meus estimados cumprimentos,

José Luís Mxxxxxxxx"
______________________________________

"Estimado Cliente, Sr. José Luís Mxxxxxxxx,

Agradecemos, desde já, o seu contacto.

No seguimento da sua mensagem, vimos informar que a situação que nos reportou foi encaminhada para o departamento competente. Após obtermos uma resposta, procederemos de imediato ao envio de uma mensagem.
Encontramo-nos disponíveis para prestar os esclarecimentos que considere necessário.

Com os melhores cumprimentos,

Montepio
Direcção de Marketing e Novos Canais"
______________________________________

Estimadíssimos Senhores,

Fiquei muito feliz por ver que, finalmente, tiveram a amabilidade de agir sobre os meus dados pessoais. Constato que ainda não lhes é possível usar o meu número de telefone porque começa por 30 e isso faz muita confusão ao vosso departamento de informática. No entanto, folgo em constatar que não perderam o sentido de humor no que toca aos restantes dados pessoais.
Assim, nas habilitações literárias, de licenciado fui despromovido a 12 ano. Na verdade, tenho o grau de mestrado em física tecnológica, mas como não faço tenções de lhes apresentar provas desse facto, fico muito satisfeito por ao menos me reconhecerem o 12º ano sem necessidade de prova formal. Como não penso que sejam elitistas ao ponto de me tratarem pior por ter uma mera escolaridade obrigatória, o 12º ano fica muito bem, pois também me deu muito trabalho a fazer e, de facto, possuo esse grau. Deixemos, portanto, as habilitações literárias que estão muito bem assim. No título honorífico, puseram "sem título honorífico". Não posso deixar de confessar que me doeu essa dura chamada à realidade. Mas, de facto, não me considero titular de nenhum título de nobreza (tive um trisavô visconde, mas acho que já não conta), não fui ordenado sacerdote, nunca recebi nenhuma comenda e, à semelhança do nosso Primeiro-ministro, não estou inscrito em nenhuma ordem, tenho de me conformar à minha condição de vulgar plebeu sem título honorífico quando, para mais, me recuso a mostrar-lhes o certificado de habilitações. Portanto, também aqui no título honorífico, estamos de acordo. Sou simplesmente o José.
Agora, na profissão... aqui temos um problema. O problema para o qual lhes tenho vindo a chamar a atenção: o facto de eu não ser engenheiro civil, tornou-se agora bastante mais grave. É que acusam-me de ser engenheiro civil sem estar inscrito na ordem (caso contrário teria o título de Eng.) e, horror dos horrores, com as habilitações literárias de um 12º ano.
É que nem o nosso primeiro-ministro se atreveu a reclamar o título de eng. civil com um simples 12º ano. Ele tem, pelo menos, o título do ISEC e, in dubio pro reo, afirma que concluiu a licenciatura em engenharia civil. Os senhores, ao dizerem que eu sou engenheiro civil sem estar inscrito na Ordem dos Engenheiros (caso contrário, tinha o eng) e com um simples 12ºano de habilitações literárias, colocam-me numa posição muito delicada, incorrendo mesmo num crime de usurpação de título. E eu não tenho o aparelho do maior partido político português a proteger-me as costas quando a coisa der para o torto.
Finalmente, chegamos ao Nome preferencial, onde contrariam disposições anteriores e me apelidam de Eng. J. L. Mxxxxxxxx. Ora bem, até há umas semanas atrás, eu não teria grande coisa a opôr, visto que sou licenciado em engenharia física e todos os licenciados deste país são doutores e engenheiros. Infelizmente, agora os tempos são outros. Só pode reivindicar-se engenheiro quem estiver inscrito na Ordem dos Engenheiros. Ora, para minha grande vergonha, não pago quotas a tão nobre instituição, pelo que terei de abdicar daquelas três letrinhas. Nem sequer posso pedir um simples "lic" ou um "mestre", porque na minha teimosia me recuso a entregar-lhes o certificado de habilitações. Portanto, proponho que fique simplesmente o José Luís Mxxxxxxxx ou o Zé, para os amigos.
Lamento o trabalho tempo e esforço que essas alterações possam causar. Espero até não provocar um precedente grave que os obrigue a ir pedir a todos os vossos clientes Drs. e Engs. o certificado de doutoramento ou o cartão de membro da Ordem dos Engenheiros, respectivamente.
Mas peço-lhes, rogo-lhes, suplico-lhes, retirem o mal-fadado "Engenheiro Cívil" da minha ficha de dados . Nunca chamei a ninguém nenhum nome que não fosse merecido. Esse é claramente imerecido. Prometo manter todas as minhas contas no vosso estimável banco. Mas, por favor, não digam a ninguém que eu sou engenheiro civil.
Do sempre vosso,

Zé"
sinto-me: rir ou chorar??
publicado por esquisito às 22:40

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A Usabilidade pode mudar o mundo

Tenho-me apercebido que quase ninguém sabe o que é usabilidade. Por conseguinte quero criar um lobby para isso. Há por muitos interfaces de utilizador a precisar de rebarbadoras...

E vou usar este blog para isso, a tag usabilidade vai engordar...

E portanto hoje aqui fica uma foto onde estou eu à direita, o xôr engenheiro Ricky à esquerda, e o projecto dele no meio, no PDA, e o respectivo poster em fundo. O que é que o cu tem a ver com as calças? Bem, isto foi o projecto final dele, e foi um dos nossos projectos na cadeira de Interfaces Humano-Computador, pelo que desde o início fui "consultor" de usabilidade e design na aplicação.



A coisa ficou engraçada, e funciona, e o camandro...

Notas:

- A pouca nitidez na imagem e o estilo do cabelo dos indivíduos, é defeito do telemóvel usado para tirar a foto :P
- Não me responsabilizo pelo poster amarelinho :P
sinto-me: consultor
publicado por esquisito às 21:52

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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Qual é a utilidade de um aquecedor de cerveja?

Qual é, alguém sabe?

E já que estamos numa de perguntas difíceis, qual é a utilidade, ou o sentido da existência de uma licenciatura em Ciência das Religiões?

Sim, sim, eu li a página linkada acima, e fui ver a definição, mas ainda assim tenho dúvidas. Começo por me questionar que motivo terá uma pessoa para ir para esse curso, assim de repente não me ocorre nenhuma... Depois, mesmo considerando que isto poderá ser uma área de estudo... licenciatura??? Mestrado, doutoramento, ok, com todos os diabos, não há de ser fácil arranjar um tema original para uma tese, mas licenciatura?

Ainda por cima "tivemos" agora uma oportunidade de ouro para fazer uma reforma decente ao ensino superior, com a cena de Bolonha, que ninguém sabe muito bem o que ou para que serve. E é natural que ninguém saiba, afinal de contas, a grande maioria (se não todos) dos cursos apenas mudaram ligeiramente o nome, ou o nome das cadeiras... e fazer alguma coisa de jeito... népias... Podiam ter fundido a maior parte dos cursos, muitos dos quais não só não valem nada, como ainda por cima não têm emprego, para 15/20 (talvez esteja a pecar por excesso) licenciaturas diferentes (as novas de 3 anos), e então nos mestrados de 2 anos, as pessoas optavam por áreas específicas...

Mas não. Não se pode por causa das alergias que há em relação a reformas. Por cá, as reformas ou são o dinheiro que os séniores recebem ao fim do mês, ou uma palavra usada por um político para explicar em que área é que vai mexer sem fazer nada. Tudo o que implique mudança (pra melhor) está à partida impedido por motivos que interessem a uma qualquer minoria com acesso ao poder...
sinto-me: desiludido, revoltado
publicado por esquisito às 20:57

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Domingo, 8 de Julho de 2007

Lixa, rebarbadora e martelo pneumático (longo)

A pedido de várias famílias (post anterior), aqui vai a minha primeira avaliação aos blogs do Sapo.

É uma avaliação muito preliminar, porque ainda agora comecei a usar isto, e portanto ainda não experimentei muitas coisas, nem posso avaliar da fiabilidade de serviço e essas coisas... Mas vamos lá...

A área de administração está bem desenvolvida, design agradável, boa (sóbria) utilização da cor, e navegação simples e eficaz.

1º problema, a página de ajuda... design muito diferente, e que apesar da navegação estar correctamente implementada, as cores e o design são desagradáveis, e dá vontade de fechar sem ler nada. É aliás este design "típico" do Sapo que me afastou muito tempo de todos os serviços do Sapo.

Em relação aos posts (criar/editar/etc), aparentemente temos disponíveis as ferramentas necessárias e suficientes, e gosto de ter o html disponível. Ainda não experimentei colocar vídeos ou outros conteúdos para ver se funciona bem. Gosto das opções disponíveis em baixo (música, sinto-me, tags, outras) e a ajuda de contexto está óptima. Outro sinal positivo para as gravações automáticas (apesar de ser uma opção vulgar e normal). Ah, preferia que a opção de alinhamento por defeito do texto fosse o justificado...

2º problema, os emoticons. Primeiro, são grandes e desalinham o texto. Não gosto de coisas desalinhadas se não forem propositadas, dá ideia de remendos, e eu... não gosto. Em segundo lugar, percebo que queiram fazer tudo baseado no sapo, e percebo que isso traga grandes complicações ao(s) designer(s), mas muitos deles estão mal conseguidos, alguns deles nem se percebem o que é suposto representar... Se os mantiverem assim, pelo menos implementem tooltip text para eles, ao menos ficamos a saber o que era suposto serem.

Vamos então à gestão dos blogs. Nos comentários gostei muito de ter lá todos os comentários que vou fazendo noutros blogs do sapo. Assim posso ir acompanhando facilmente os meus comentários e respostas a eles (falarei de rss à frente).
Nas preferências gostei das opções que encontrei. Ainda bem que dá para desactivar as publicidades do sapo, porque se é para ter publicidade nos meus blogs, que paguem qualquer coisa... Já agora, há nesta página 1 errozito, "Mostar" em vez de mostrar.

Na personalização básica, nada a dizer, templates suficientes, e de uma forma geral bonitos. Na intermédia, comecei por não perceber porque é que os separadores apresentação/texto/etc não seguem o design cantos redondos do resto... Depois, havendo muitas opções em quase todos os separadores as páginas ficam muito compridas, e quase caóticas para quem só procura uma das coisas. Pelo menos o botão de repor deveria estar ao lado, e não em baixo, para diminuir o tamanho da lista... E noutros, como o das cores, ou das letras, etc, que têm imensas opções (benvindas), deveriam optar por mostrar menos informação de cada vez, quer seja por ter sub-separadores, ou uma drop-down list em cada separador, para só estarmos a ver/mexer numa categoria de cada vez. Depois, não faz sentido ter uma página enorme "cheia" de espaços vazios de componentes, deviam ser acrescentados à medida do necessário. Ainda a forma de determinar a ordem do posicionamento dos componentes é arcaica e muito pouco prática (para além de mais uma vez existirem posições vazias que não precisavam de lá estar). Há outras formas menos tecnológicas de resolver o assunto, mas a forma como se faz isto actualmente no blogger (drag 'n drop) , é de longe a mais prática e simpática para quem usa.

Na personalização avançada (ainda não experimentei) é uma dádiva divina para quem percebe da coisa, não gostei nada quando o blogger nos tirou o acesso ao código propriamente dito... Os avisos e links de documentação são benvindos para quem se quiser aventurar, mas os editores online... muito fraquinhos... Mas não deve haver grande problema, de certeza que quem fôr usar isto, vai copiar tudo para um editor a sério e depois de alterar vai recolocar no form...

A parte de links parece-me bem implementada, apesar de também ainda não ter experimentado. Também não usei a opção de importar blogs, mas é uma opção interessante.

Finalmente, gostei muito de existirem rss para o blog, para os comentários e para os posts. No entanto no Firefox, onde subscrevo os feeds, não consigo subscrever os feeds dos comentários, quer carregando directamente, quer usando a opção de subscrever, vou parar a uma página em código xml... Dá para ver os comentários, mas vá... não é a forma mais simpática de o fazer... Não sei se isto tem a ver com bugs Sapo/Firefox, ou com incompatibilidades, ou se simplesmente sou eu que sou burro e não percebi e fui demasiado preguiçoso para ir à página de ajuda e ao blog dos blogs, para perceber o que se passa...

Chega por hoje... Espero que seja útil.
publicado por esquisito às 15:02

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